Revolução pedagógica é tema de seminário no Consulado da Nova Zelândia

São Paulo, agosto de 2017 – As transformações que a tecnologia vem trazendo para a educação são motivo de otimismo para o professor Tony Macknight. Cofundador e Diretor de Educação na ADInstruments, empresa neozelandesa que desenvolve tecnologia para ensino e pesquisas científicas, Macknight diz que a área pedagógica vive o momento mais promissor dos últimos séculos: "Esta é a época mais empolgante da educação desde a invenção da imprensa", destacou o professor, referindo-se à máquina de impressão tipográfica, inventada pelo alemão Johann Gutenberg no final do século XV.

Macknight ministrou um dos cinco seminários apresentados no II Fórum Internacional de Educação ADInstruments, realizado no último dia 1º de agosto, no Consulado da Nova Zelândia, em São Paulo - SP. O evento reuniu especialistas renomados das áreas de ciências da saúde para apresentar relatos da adoção da aprendizagem ativa ao redor do mundo, correlacionando-os às oportunidades e desafios do ensino superior brasileiro.

Em sua palestra, A Evolução do Ensino Superior Atual, defendeu que as metodologias de ensino devam se adaptar às novas ferramentas tecnológicas, proporcionando ao aluno maior eficiência no aprendizado.

É o que os especialistas chamam de ensino híbrido: quando os métodos de educação tradicionais são adaptados a outras possibilidades de aprendizado. Autora de diversas publicações sobre o tema – entre elas, o livro Ensino Hibrido: personalização e tecnologia na educação –, a professora Lilian Bacich explica que as ferramentas digitais e a personalização são a base dessa metodologia. Nela, o feedback é interativo e em tempo real. “O que muda agora é o quanto a tecnologia pode facilitar várias iniciativas existentes. É possível, por exemplo, realizar coleta de dados em aula, o que facilita o ensino”, explica.

O evento recebeu também a diretora acadêmica da Laureate International Schools, Karen Abrahão, que abordou os desafios pedagógicos de disciplinas da saúde: “A aprendizagem neste século, muitas vezes, não se aprofunda e tem baixa tolerância a frustração. O desafio é fazer o ensino de maneira multicanal, com forte aprendizagem experiencial. Para isso, é preciso ter uma comunicação forte e aberta com os professores, pois muitos deles não têm uma formação pedagógica específica para o novo modelo”, afirma.

Professor de bioquímica da Universidade Brasil e da Universidade de Mogi das Cruzes, Ricardo Marques alerta que a facilidade ao acesso de informação não necessariamente tem contribuído para que as pessoas tenham mais conhecimento. Para ele, a escola deve acompanhar o desenvolvimento da sociedade, mas não é preciso “reinventar a roda”. "Os processos fisiológicos e biológicos não mudam. Nesse contexto, podemos discutir, então, quais ferramentas podemos usar”.

Por fim, a gerente de Customer Success da ADInstruments do Brasil, Aline Rosa Maia, apresentou dados de um estudo feito com alunos da PUC Chile, primeiro usuário da Lt na América do Sul.

Desenvolvida pela ADInstruments, a Lt é uma plataforma de ensino que possibilita, dentre outras funcionalidades, estudar e acompanhar casos clínicos de pacientes reais, além da aquisição de dados em aulas de laboratório sem a necessidade de contar com animais.

 

Sobre a ADInstruments

ADInstruments é uma empresa internacional, líder de mercado, que fornece tecnologia – hardware & software - para ensino e pesquisa científica para mais de 80 países. Com sede em Dunedin, Nova Zelândia, foi eleita pela Kenexa / JRA Top 10 Melhor Lugar para trabalhar em 2009, 2010, 2011 e 2012, melhor lugar para trabalhar na indústria de ciências da vida, em 2012, por The Scientist Magazine. Para mais informações acesse: https://www.adinstruments.com/company

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