Informação como chave para adoção de cercas elétricas

Um dos entraves para a expansão do uso de cercas elétricas no Brasil é a falta de conhecimento específico, diz Ernesto Coser, gerente de produtos da Tru-Test. “No Brasil, muitos técnicos não sabem orientar a instalação dessa tecnologia e, como qualquer coisa, se ela não é dominada, vira problema. Mas pode ser solução”, afirma.

Para ele, as cercas elétricas são uma das ferramentas que permitiram a Nova Zelândia se tornar referência em manejo de pastagem. “E lá o uso é ensinado nas faculdades. No Brasil, você pergunta para técnicos quantos volts tem que ter o arame e muitos não sabem. A soma de falta de informação e deficiência tecnológica é que tem feito o insucesso dessa tecnologia no país”, conta.

Isso, segundo ele, ajuda a travar a evolução do pastejo no país. “Não estamos sendo eficientes e compensamos com dietas caras, o que facilita, mas deixa a margem menor e com riscos maiores”, diz o gerente sobre a pecuária leiteira no Brasil. De acordo com Coser, a ração deve ser usada de forma estratégica e não como compensação. “Se não corrigirmos essa tendência, concordo que vários pecuaristas vão abandonar a atividade”.

Saiba mais sobre a situação do mercado de cercas elétricas no país no áudio da entrevista disponível no endereço aqui.

Com informações do Portal DBO

 

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