Boas perspectivas de negócios com o Brasil em 2017

• A leitura do cenário econômico local como suporte para as empresas que desejam investir no Brasil também é papel da New Zealand Trade & Enterprise (NZTE), agência do governo que responde pela chegada, ao solo nacional, de mais de 70 empresas neozelandesas – dos mais diversos setores;

• A expectativa é de que pelo menos dez novas companhias, inclusive do setor de alimentos e bebidas, cheguem ao mercado brasileiro em 2017. No ano passado, a NZTE intermediou, também, a chegada de companhias dos segmentos de segurança, aviação e defesa

São Paulo, janeiro de 2017 – A Nova Zelândia é reconhecida pela sua competência em fazer negócios. Na agricultura, por exemplo, o país exporta mais de 90% dos alimentos que produz.  Nesse ambiente, abastecido pela inovação constante, empresas altamente qualificadas na oferta de tecnologias para o ganho de eficiência e produtividade olham, cada vez mais, para o Brasil. “Essa é uma tendência em forte crescimento e as perspectivas para os dois países são muito boas”, afirma Ralph Hays, Cônsul Geral da Nova Zelândia em São Paulo e Comissário de Comércio para o Brasil (NZTE).

“Temos observado uma crescente demanda por novas tecnologias capazes de ampliar a capacidade produtiva”, afirma. “É um cenário de grandes oportunidades, especialmente no segmento de agronegócios”, completa. Dentre os pontos observados pelo comissário, também vale destacar a crescente pressão para que empresas adotem padrões internacionais de qualidade e segurança alimentar.

“Com o aumento da demanda global por alimentos e a escassez dos recursos naturais, é fundamental encontrar soluções que contribuam para o aumento da produtividade com menor impacto possível para o meio ambiente”, explica. “Neste sentido, cremos fortemente no potencial do Brasil para figurar entre os maiores exportadores globais do agronegócio”.

O portfólio de empresas neozelandesas que atuam no Brasil para os setores de agronegócios, alimentos e bebidas inclui provedores de tecnologias para o processamento de alimentos – manuseio, carga e descarga de materiais a granel, refrigeração, automação industrial – e de equipamentos e tecnologia de gerenciamento de fazendas, como cercas elétricas, medidores de leite, genética animal, softwares de gestão, semeadeiras, identificação eletrônica de animais, produção de sementes e genética vegetal.

Considerado o melhor país do mundo para se fazer negócios (Doing Business Report 2017, Banco Mundial), a Nova Zelândia é hoje o maior exportador mundial de laticínios e carne ovina do mundo, além de importante provedor de carne bovina, lã, kiwi, maçãs e frutos do mar. Os produtos agropecuários produzidos pela nação de 4,5 milhões de habitantes alimentam mais de 40 milhões de pessoas, sendo exportados mensalmente a 100 países.

O empenho no segmento de agronegócios por parte da Nova Zelândia se justifica, entre outros fatores, pela avaliação de que até 2050 a produção agrícola global precisará aumentar consideravelmente para alimentar uma população mundial que passará de sete para nove bilhões de habitantes. Dessa forma, até 2025, a Nova Zelândia espera dobrar suas exportações de alimentos em um plano que foi desenhado entre governo e iniciativa privada. 

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