Agronegócio

A Nova Zelândia é o maior exportador de laticínios e carne ovina do mundo, além de um importante provedor global de carne bovina, lã, kiwi, maçãs e frutos do mar. Os produtos agropecuários da Nova Zelândia alimentam mais de 40 milhões de pessoas, com 7.500 produtos animais e 3.800 produtos à base de laticínios exportados a 100 países, todos os meses.

A center pivot irrigation system being used in New Zealand agribusiness

Com a agricultura sendo responsável por perto de 2/3 das exportações de produtos neozelandeses, o estímulo à pesquisa e inovação tem sido há muito tempo uma característica do setor, com investimentos robustos em educação, saúde animal, equipamentos e tecnologia de gerenciamento de fazendas, produção de sementes e genética vegetal.

Na condição de uma das economias agrícolas mais eficientes do planeta, com tradição em técnicas de pastoreio de fazenda e sistemas de produção de alimentos de alta qualidade, a Nova Zelândia está bem posicionada para trabalhar com outros países que enfrentam desafios à medida que a população mundial se dirige à marca estimada de 9 bilhões em 2050.

As inovações da Nova Zelândia na agricultura datam do primeiro carregamento de carne refrigerada em 1882. A invenção da cerca elétrica nos anos 1930 foi outro marco no manejo de pastos. Em 2013 os primeiros touros geneticamente selecionados foram produzidos.

Consultorias neozelandesas como a Sourceworld ajudam fazendas a maximizar rendimentos de colheitas, inspirando-se nas técnicas e tecnologias de gerenciamento agrícola. Também formam parcerias com empresas de agrotecnologia locais para iniciativas em lugares diversos, como o Brasil e a Turquia Oriental.

O que torna o agronegócio da Nova Zelândia diferente 

1. Criação de gado pastoral

A maior parte da criação de gado na Nova Zelândia é pastoral, tornando os fazendeiros menos dependentes da alimentação com grãos e de baias para manejo intensivo dos animais durante os meses de inverno. O uso inteligente de recursos naturais e a integração contínua com novos métodos e tecnologias, dão à Nova Zelândia uma vantagem competitiva com seus animais criados a pasto. 

2. A inexistência de subsídios governamentais

Ao invés de dar subsídios a fazendas individuais, o governo da Nova Zelândia procura fornecer um ambiente estrutural que favoreça um crescimento econômico sustentável.

Os fazendeiros na Nova Zelândia são preocupados em melhorar a produtividade a longo prazo, tomando decisões gerenciais baseadas numa entrega responsável e eficiente de produtos com alta qualidade ao mercado.

De 1984 a 2007, a produtividade total do setor agrícola aumentou a uma taxa composta anual de 3,3%. Embora a Nova Zelândia tenha reduzido o seu rebanho ovino em mais de 50% do número de cabeças, a 30,8 milhões desde 1984, ela ainda produz volumes semelhantes de carne ovina. Isso se dá pelo emprego de sistemas integrados de melhores práticas em sementes, pasto, genética, saúde animal, gerenciamento de fazendas e processamento de alimentos.

Ainda que o país não subsidie seus fazendeiros, a Nova Zelândia fornece fundos públicos a certas áreas de pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de melhorar a produtividade e a lucratividade agrícolas. A Nova Zelândia tem duas organizações de pesquisa financiadas pelo governo, a AgResearch e a Plant and Food. Conta também com parcerias com a indústria por meio da Parceria para o Crescimento do Setor Primário, gerenciada pelo Ministério das Indústrias Primárias.

3. Inovação tecnológica 

Na condição de país insular, a Nova Zelândia desenvolveu um enfoque inovador e prático para os problemas do agronegócio.

O desenvolvimento de tecnologia agrícola baseia-se em “um típico enfoque de fazendeiro para a solução de problemas agrícolas”, de acordo com o Gallagher Group, a empresa por trás da invenção da cerca elétrica e líder global na pesagem de animais vivos e na identificação eletrônica de animais.

Esforços contínuos para elevar a qualidade, a produtividade e o desempenho nas fazendas têm levado as empresas neozelandesas a inovar em máquinas de ordenha, irrigação, genética animaL e outras áreas. As melhorias são introduzidas e testadas domesticamente. Depois, são adaptadas para uso global.

A empresa neozelandesa Tru-Test, que inventou o medidor de leite, é atualmente o maior fornecedor global de medidores aprovados pelo Comitê Internacional de Registro de Animais. A companhia fornece também balanças para gado e segue inovando no mercado.

As fazendas na Nova Zelândia utilizam sistemas de alta tecnologia para apoiar o manejo de animais, gerenciamento de pastos e ganhos gerais de produtividade. O uso local impulsiona o investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento. Por mais de 20 anos, a Zee Tags tem produzido tecnologias como etiquetas de identificação de gado e dispositivos aplicadores, vendidos a fazendeiros em mais de 40 países.

Com um legado de 100 anos, a neozelandesa Livestock Improvement Company (LIC) foi uma das primeiras do mundo a oferecer tecnologia de seleção genômica para o uso na identificação de reprodutores de elite, como animais entre um e dois anos de idade (yearlings). Isso possibilita a identificação precoce dos melhores animais para reproduzir.

4. Eficiência da cadeia de valores

As soluções de agrotecnologia da Nova Zelândia, como melhoria de rebanho, novos softwares, mapeamento e gerenciamento de pasto, estão sendo integradas às práticas de rotina das fazendas, maximizando a produção e lucratividade.

Há cada vez mais novas colaborações entre todos os pontos da cadeia de valores da agricultura, desde sementes e grãos até a genética animal, controle de qualidade, sistemas de segurança de fazendas, equipamento e tecnologia agrícola.

A reputação mundiall da Nova Zelândia por sua excelência agrícola e seus sistemas de produção de alimentos de alta qualidade a coloca em posição de ponta para enfrentar as exigências cada vez maiores do mercado global.   

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